Não tem como fugir, mas podemos fazer variações, afinal, a retrospectiva pode ter vários focos. Vejamos:
Ingredientes: ainda predominam as tragédias, colapsos, perdas, corrupção, miséria e similares (infelizmente), mas vamos tentar fugir um pouco destes.
Na política:
Lula sobrevoou em 2007, literalmente. Era um pára-quedas só na entrevistas que tinham refrão: Nunca na história deste país... blá, blá, blá. Apenas não contava que parte da tripulação também estava de pára-quedas para aterrissar em outra ideologia e se voltar contra o bombardeio tributário. Assim viu cair por terra a CPMF. Não adiantaram as emendas nem remendas. Mas no balanço final sua popularidade continua nas nuvens.
Outros políticos trocaram de sigla como que se trocassem de roupa. Valeu tudo em nome da Ideologia: "levar vantagem", mas 2008 pode reservar surpresas para estes infiéis. Será que a infidelidade tem punição neste país??
No esporte:
A Argentina continua freguês do Brasil. Os Ronaldinhos já não são os mesmos. O Pan do Brasil deu o tom e São Jorge não salvou o Corinthians.
Na música:
Pavaroti silenciou. Não entramos em colapso, pois o calypso já não calejou mais tanto nossos ouvidos e o Nxzero se revelou. Já as musas Claudinha e Ivete continuaram a encantar, enfim, a poeira ainda não baixou.
Na TV:
A vida do brasileiro continua uma novela. O Big Brother ainda "bombou", os programas dominicais não mudaram e teve político querendo dizer que a TV Digital era coisa para pobre.
Nas revistas:
Salada mista. Moda, beleza e fofocas. Tivemos a comprovação que o fotoshop foi o que mais pousou nas revistas masculinas.
Muitas coisas estiveram em alta: A economia, o emprego, a educação, (há quem diga que só nas manchetes), mas a alta também valeu para a corrupção, para o caos da saúde, para a criminalidade, para o caos na aviação que teve sua pior página no acidente da TAM.
Em baixa proporcionalmente o inverso: a segurança pública, os investimentos em saúde, a aviação, a ética na política.
Enfim, 2007 se despede. Depositamos nossos desejos e esperanças para o novo ano, no qual esperemos reeditar o que de bom aconteceu e esquecer e tirar lições das coisas ruins.
Feliz 2008.
segunda-feira, 31 de dezembro de 2007
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