As estatísticas nos querem aliviar ao anunciar que o período de ano novo registrou nas rodovias brasilerias metade de mortes em comparação ao de natal. No feriado de natal foram 196 mortes, no ano novo foram 99.
Assistimos a tudo isso. Respiramos mais aliviados. Mas afinal, somando os dois períodos teremos 295 mortes. Uma carnificina inaceitável. Não há alivio. Há sim dor nos lares de muitas familias que perderam os seus no trânsito insano e apreensão de tantos que estão prestes a virar estatística de tragédias.
As páginas dos jornais estão repeltas destas imagens sangrentas e parece que todos assistem inertes, impotentes às tragédias que se anunciam.
A temática entra em pauta, no entanto proprocinalmente inverso é o efeito da ação empreendida para resolver o problema.
Para uns, leis mais rígidas e punições severas seriam a solução, para outros, só práticas educativas poderiam reverter esse cenário.
Nem apenas um, nem outro. Simplesmente os dois. A educação se faz necessária. Cabe perguntar: que relevância a educação para o trânsito tem nos currículos escolares ?
São vagas as "pinceladas" sobre o assunto na escola. Portanto, conselhos de educação e profissionais da educação precisam repensar o próprio currículo para que no futuro gradativamente possam ser verificados os resultados positivos desta ação.
E o aspecto punitivo? É o que pode trazer efeito mais imediato. Hoje, as leis aindam são brandas e o cumprimento não se concretiza.
Não adianta resmungar, para preservar vidas vale tudo. Aliás, todos sabem como inibir os irresponsáveis ao volante. Por que não repensar as regras? Por exemplo: a não venda de bebidas alcoólicas ao longo das rodovias. A majoração dos valores das infrações, a apreensão da habilitação e proibição de dirigir por seis meses, um ano ou mais. Cadeia para os assassinos.
Vão chiar??? É injusto?? Verifiquem-se os índices em países que aplicam a lei e têm penas duras para os irresponsáveis.
É preferível isso a continuar consentindo com esse absurdo. Caso contrário inocentes continuarão morrendo pelas mãos dos irresponsáveis protagonistas destas tragédias anunciadas.
Mude-se a lei. Aplique-se a lei. Respeite-se a vida.
quinta-feira, 3 de janeiro de 2008
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